Já estive dos dois lados: o que recebe o salário e o que paga. Por isso eu não trato patrão e trabalhador como adversários. Contrato bem escrito protege os três: quem trabalha, a empresa séria e o dinheiro público.

Ricardo entrou no mercado como camareiro de hotel, passou pela recepção e foi subindo até abrir a própria empresa. Hoje é ele quem assina a carteira dos outros. Quem fez esse caminho inteiro sabe o que duzentos reais a mais no fim do mês mudam na vida de uma família.

Primeiro emprego arrumando quarto de hotel. Depois, a recepção.
Gerente regional de vendas de uma rede hoteleira. No mesmo período, abriu sua primeira empresa.
Levantou uma empresa de facilities com mais de 2.000 colaboradores, vendida em 2020.
Assumiu a empresa da família, que então tinha 67 colaboradores.
CEO da Connector Engenharia e da Caiafa Facilities, um grupo com trinta anos de atuação.
Quem é bem pago fica no emprego. Quem fica aprende o serviço, e o serviço melhora. Serviço bom mantém a empresa no contrato, e empresa firme no contrato consegue pagar melhor. Esse ciclo só quebra quando alguém tenta lucrar apertando o outro.
Quem trabalha é valorizado e fica.
Com gente experiente, o serviço melhora.
Serviço melhor mantém a empresa no contrato.
Contrato estável permite investir em quem trabalha.
A empresa que paga direito perde a licitação para a que paga mal. O erro não está no trabalhador nem no empresário. Está na regra.
Tem gente limpando, cozinhando e atendendo dentro de prédio público ganhando menos de R$ 2.700 por mês. E não é a empresa que decide isso sozinha: o valor já vem definido no contrato que o Estado assina antes de a pessoa começar a trabalhar.
É o piso por mês que eu proponho, num projeto de lei, para as categorias terceirizadas que hoje ganham menos que isso. Quem já recebe acima não muda nada.
Uma lei do Distrito Federal define os R$ 2.700 como piso dessas categorias.
Todo contrato novo de serviço do Estado passa a trazer esse valor na planilha. A empresa que disputa já sabe quanto vai pagar antes de dar o lance.
Quem limpa, atende, cozinha e conserta recebe sem depender de negociação todo ano.
Em linguagem técnicaProjeto de lei distrital fixando piso salarial de R$ 2.700 para as categorias terceirizadas contratadas pelo Distrito Federal cujo piso vigente seja inferior a esse valor, reproduzido como cláusula nos editais de licitação do GDF e fiscalizado pelo órgão contratante.
Sabe quanto vai receber antes de assinar. E não paga a conta quando o contrato sai barato.
Para de perder disputa para quem vence pagando menos e entregando pior. A concorrência passa a ser por qualidade.
Contrato barato costuma atrasar salário e trocar de empresa no meio do caminho. Refazer licitação e treinar gente nova toda hora sai mais caro do que pagar direito desde o começo.
Quem entra como recepcionista num contrato público costuma sair no mesmo cargo cinco ou dez anos depois. Não é falta de competência: é que o contrato nunca previu para onde ela poderia subir. Os cargos já existem na lei federal. Falta o contrato do Estado reconhecer.
A porta de entrada. O tempo de casa começa a contar no primeiro dia de contrato com o órgão, e não com a empresa.
Curso técnico, ou 36 meses de trabalho comprovado no cargo anterior. Passa a exercer as funções de nível médio da profissão.
Curso superior de secretariado, ou qualquer diploma superior somado a 36 meses comprovados.
Em linguagem técnicaA Lei nº 7.377/1985, com a redação da Lei nº 9.261/1996, já define os dois níveis e já admite acesso por 36 meses de exercício comprovado. A cláusula essencial no edital é o tempo contar por contrato do órgão, e não por empresa: sem isso, uma nova licitação zera o histórico da trabalhadora.
O Brasil faz mais de dez mil amputações por ano por causa do diabetes, cerca de vinte e oito por dia. Quase todas começam com uma ferida que ninguém olhou a tempo.
O Distrito Federal já tem oito ambulatórios do pé diabético. O atendimento existe. O problema está antes dele: quem decide se o paciente chega a tempo é o posto de saúde do bairro, e lá o profissional precisa saber reconhecer a ferida logo no começo. Não falta equipamento caro. Falta treinar quem já está lá.
Em linguagem técnicaO programa de capacitação da atenção primária é do Dr. Jackson Silveira Caiafa, tio do Ricardo, cirurgião vascular e Coordenador Nacional de Programas Sociais da SBACV, autor principal da diretriz “Atenção integral ao portador de Pé Diabético” (Jornal Vascular Brasileiro, 2011). A proposta é levá-lo à Secretaria de Saúde do DF e transformá-lo em lei, para não depender da gestão de plantão.

O caçador, atirador e colecionador do DF virou caricatura no debate público. O registro da Polícia Federal conta outra história: a esmagadora maioria é gente que compete.
É o acervo de CACs no Distrito Federal, que é a sétima unidade da federação em número de registros.
O decreto de 2023 derrubou o limite por pessoa, e as autorizações no DF caíram 85%.
Registro e porte de arma são competência federal, e quem prometer o contrário está enganando. Alvará, zoneamento e imposto de clube de tiro são competência do Distrito Federal. É aí que eu posso trabalhar.
Em linguagem técnicaDados da Polícia Federal, maio de 2026. A fiscalização de CACs passou do Exército para a Polícia Federal em 01/07/2025, com o sistema SINARM-CAC. Ricardo é secretário-geral da Frente Parlamentar em Defesa dos CACs da Câmara Legislativa do DF, presidida pelo deputado Roosevelt Vilela.
Parte do que a categoria mais quer não se resolve na Câmara Legislativa. Dizer isso em voz alta é o que separa proposta de promessa, e a categoria já ouviu promessa demais.
O piso da categoria e a regulamentação da segurança privada tramitam em Brasília federal. Candidato distrital que promete resolver isso está prometendo o que não pode entregar.
A figura do vigilante autônomo, com enquadramento como MEI, depende de norma federal ligada ao Simples Nacional. Não se cria por lei distrital.
Piso e condições nos contratos do GDF, requalificação do profissional acima dos 50 anos e fiscalização de quem executa o contrato. Isso é aqui, e isso eu assino.
Em linguagem técnicaO compromisso na pauta federal é de articulação junto à bancada do Distrito Federal, com a credencial de quem já atua em frente parlamentar no tema da segurança. Uma precisão que evita confusão: o Grupo Caiafa não presta serviço de vigilância armada. A defesa da pauta dos vigilantes é bandeira política, construída na convivência com o setor de serviços, e não posição de empregador da categoria.
O Distrito Federal já tem incentivo à inovação, já tem programa de energia solar e já tem centro de inteligência artificial. Nenhum conversa com o outro. Cada um nasceu de um instrumento diferente, com orçamento diferente e sem obrigação recíproca. É por isso que o resultado some no meio do caminho.
São cinco peças. Cada uma só existe porque a anterior aconteceu, e a última devolve à primeira a prova que mantém tudo de pé. Isto não é um projeto de data center: é o desenho da engrenagem inteira.
O Distrito Federal adere ao convênio do CONFAZ e reduz o ICMS sobre equipamento de tecnologia, com a contrapartida escrita na lei de adesão.
A contrapartida obriga a empresa a gerar aqui parte da energia que consome, em usina construída dentro do território.
A obra e a manutenção precisam de projetista, eletricista, instalador e técnico. A formação é financiada por quem recebe o incentivo.
Contratar quem formou deixa de ser gentileza e vira condição, com vínculo formal e domicílio no Distrito Federal.
Energia gerada, pessoas formadas, pessoas contratadas e eficiência hídrica são medidas com dado que já existe hoje.
É um circuito fechado, e essa é a diferença. Se a empresa não gerar energia, não formar e não contratar no DF, o benefício cai. A contrapartida deixa de ser declaração de intenção e passa a ser condição de permanência.
| Modelo tradicional | Polo de Dados Verde |
|---|---|
| Incentivo concedido inteiro na entrada | Incentivo escalonado, que cresce conforme a entrega é verificada |
| Contrapartida declarada | Contrapartida medida, com indicador e prazo |
| Emprego como consequência esperada | Emprego como condição contratual |
| Energia como custo da empresa | Energia como cadeia produtiva local |
| Formação desconectada da demanda | Formação puxada pela vaga que o projeto cria |
Escolher Brasília para esse desenho não é bairrismo. É a soma de quatro condições que poucos lugares reúnem ao mesmo tempo.
Brasília fica no cinturão solar brasileiro, com irradiação média acima de 5,5 kWh por metro quadrado ao dia. Em horas de sol pleno, cerca de 5,5 HSP, que é o índice usado para dimensionar qualquer sistema fotovoltaico.
A seca que incomoda de maio a setembro é, para o painel, a melhor condição do ano. Céu limpo significa irradiação direta alta e previsível, justamente nos meses em que o resto do país perde geração para a nuvem.
A cidade está acima de mil metros. Camada de atmosfera mais fina significa menos perda de irradiação no caminho até o painel. Cidade de altitude recebe um pouco mais que a média da própria região por esse motivo.
Data center não escolhe lugar só por sol. Escolhe por conectividade, segurança institucional e proximidade do cliente. O DF concentra a administração federal, os tribunais superiores e os órgãos reguladores. O dado sensível do Estado brasileiro já nasce aqui, e boa parte dele é processada fora.
Está em negociação no Conselho Nacional de Política Fazendária um convênio que autoriza os estados e o Distrito Federal a reduzir até 90% do ICMS sobre 24 equipamentos de tecnologia da informação destinados a data centers. O ICMS responde por cerca de 64% da carga tributária do setor, então é ali que a conta vira. E o ponto decisivo: o convênio é autorizativo. Aprovado, cada ente decide se adere e sob quais condições. Quem chegar com desenho pronto define as próprias regras. Quem não tiver desenho copia o do vizinho ou fica de fora.
Toda projeção daqui para baixo parte de premissas declaradas, para que qualquer pessoa possa refazer o cálculo com outros parâmetros e chegar ao próprio número. O ponto de partida é um data center de referência com 100 MW de carga de TI e eficiência energética de 1,3, o que dá 130 MW de potência total e 1.138.800 MWh consumidos por ano. Cada MWp instalado no DF gera, no valor conservador adotado aqui, 1.500 MWh por ano. O que muda de faixa para faixa é só o percentual da energia que a empresa fica obrigada a gerar dentro do território.
| Faixa de contrapartida | Geração exigida | Investimento em geração | Empregos na cadeia por ano | Arrecadação estimada |
|---|---|---|---|---|
| Faixa 1 · 20% | 152 MWp | R$ 531 mi | 4.555 | R$ 166 mi |
| Faixa 2 · 35% | 266 MWp | R$ 930 mi | 7.972 | R$ 290 mi |
| Faixa 3 · 50% | 380 MWp | R$ 1,33 bi | 11.388 | R$ 415 mi |
Mesmo na faixa mais baixa, um único empreendimento puxa mais de meio bilhão de reais em investimento de geração dentro do DF e mobiliza milhares de postos ao longo da cadeia, do projetista ao instalador, do eletricista ao técnico de manutenção. E tem um detalhe que muda a natureza desse emprego: painel instalado não vai embora. Terminada a obra, fica a operação e manutenção por cerca de vinte anos, com limpeza, inspeção termográfica, troca de inversor e monitoramento. É emprego de obra que vira emprego permanente.
O DF registrou 119 mil pessoas desocupadas no primeiro trimestre de 2026, além de 19 mil desalentadas. Estas faixas não resolvem esse número sozinhas, e seria desonesto sugerir que resolvem. Mas atacam o gargalo que o próprio governo aponta: vaga que existe e não é preenchida por falta de qualificação. A diferença é que aqui a qualificação vem casada com a vaga, financiada por quem recebe o incentivo e verificada como condição de manutenção do benefício.
Há uma segunda frente, que independe do data center e já tem número medido no próprio DF: o governo gerando a energia que ele mesmo consome. A primeira usina pública fotovoltaica de grande porte do GDF tem 716 kWp, gera 962,77 MWh por ano e produz economia estimada em cerca de R$ 1 milhão. Ela atende a sede da Secretaria de Meio Ambiente, 34 unidades de conservação, o Jardim Zoológico, o Jardim Botânico e dez unidades escolares. Desse caso real sai a métrica: cada MWh gerado em prédio público economiza cerca de R$ 1.039 para o Tesouro distrital.
| Potência em prédios públicos | Geração anual estimada | Economia anual estimada | Equivalência |
|---|---|---|---|
| 10 MWp | 15.000 MWh | R$ 15,6 mi | Cerca de 14 vezes a usina de hoje |
| 25 MWp | 37.500 MWh | R$ 39,0 mi | Escala de uma secretaria inteira |
| 50 MWp | 75.000 MWh | R$ 77,9 mi | Escala de política de governo |
Cinquenta megawatt-pico em telhado de escola, de hospital e de prédio administrativo devolvem ao caixa perto de oitenta milhões de reais por ano, todo ano, por duas décadas. E o investimento se paga com a própria conta de luz que deixa de ser paga. Cada uma dessas instalações é obra executada por empresa e por mão de obra do DF, e cada uma passa a exigir manutenção permanente. Tem ainda o efeito que não entra na planilha: escola com painel no telhado vira laboratório, e a trilha de formação técnica encontra ali o campo de prática que hoje não tem.
O que separa esta proposta de qualquer outro programa de incentivo é o escalonamento por entrega verificada. O benefício não é concedido de uma vez: sobe de degrau conforme a contrapartida é comprovada, e desce quando ela deixa de existir.
| Degrau | Contrapartida verificada | Benefício correspondente |
|---|---|---|
| Entrada | Habilitação, projeto aprovado e compromisso formal de entrega | Faixa inicial de redução de ICMS, prioridade de terreno e prazo definido de licenciamento |
| Degrau 1 | 20% da energia gerada no DF, primeira turma formada e contratada | Ampliação da faixa de redução |
| Degrau 2 | 35% da energia, metas de contratação local cumpridas por dois ciclos | Faixa intermediária, com estabilidade contratual do benefício |
| Degrau 3 | 50% ou mais da energia, formação continuada e absorção comprovada | Faixa máxima autorizada pelo convênio |
| Reversão | Contrapartida não cumprida por dois ciclos de verificação | Suspensão do benefício e retorno ao degrau anterior |
Contrapartida sem indicador é declaração de intenção. São quatro os indicadores que sustentam a verificação, e todos se medem com dado que já existe: energia própria gerada no DF, pela medição registrada na distribuidora comparada ao consumo faturado; pessoas formadas no DF, por certificação nominal da escola que forma; pessoas contratadas no DF, por vínculo formal com domicílio no DF, verificável em base pública de emprego; e eficiência hídrica, por índice declarado e auditado, com refrigeração em circuito fechado como exigência de habilitação.
Toda proposta desta natureza recebe as mesmas objeções. Nenhuma delas se responde com adjetivo.
Esta é a parte que nenhuma tabela mostra: a trilha de formação foi desenhada com porta de entrada para quem está hoje na limpeza, na portaria, na recepção e na manutenção, com carga horária compatível com escala e turno. Não é requalificação genérica. É uma vaga que existe, uma formação que leva até ela e uma empresa obrigada a contratar quem formou. É a diferença entre oferecer curso e oferecer caminho.
Em linguagem técnicaO instrumento principal é uma lei distrital de adesão condicionada ao convênio do CONFAZ, aprovada antes ou junto da aprovação do convênio, fixando as faixas de contrapartida e os indicadores de verificação. Ao lado dela, a lei do IPTU Verde, a conversão em lei da política distrital de inteligência artificial, hoje sustentada por convênio, e emenda orçamentária para a trilha de formação e para a geração em prédio público. A renúncia de receita exige estimativa de impacto e fonte de compensação pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e aqui a compensação está dentro do próprio desenho: arrecadação da cadeia solar e economia de energia do setor público. Premissas: PUE 1,3 · 8.760 h de operação anual · 5,5 HSP e performance ratio 0,80 · 1.500 MWh por MWp ao ano, valor conservador entre o teórico de 1.606 MWh e os 1.345 MWh medidos na usina pública do DF · 30 empregos por MW ao ano e R$ 3,5 mi de investimento por MW, conforme a cadeia solar · 31,2% de arrecadação sobre investimento · R$ 1.039 economizados por MWh próprio. Fontes: Atlas Brasileiro de Energia Solar do INPE e bases do CRESESB · Programa Brasília Solar e dados da usina pública, Secretaria de Meio Ambiente do DF · Convênio ICMS 16/2015 · convênio em discussão no CONFAZ sobre redução de até 90% do ICMS em 24 equipamentos de TI · PNAD Contínua do IBGE, primeiro trimestre de 2026 · Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do DF · ABSOLAR e Brasscom. Dados públicos verificados em agosto de 2026.
Data center por dentro é engenharia elétrica e climatização de precisão. É o assunto que eu conheço. E o filho da servente pode ser o técnico que mantém esse data center funcionando.
Reunião das propostas construídas ao longo da caminhada, incluindo as que nasceram quando o projeto mirava a Câmara dos Deputados. Nenhuma foi abandonada. O que é competência distrital entra como projeto de lei. O que é matéria federal continua sendo articulado com a bancada do DF.
Cada proposta passa pelo mesmo teste antes de virar compromisso público. É um filtro chato e ele derrubou coisa boa pelo caminho: derrubou porque já era lei, porque era competência do Congresso, ou porque não resistia à primeira pergunta difícil. O que sobrou está aqui.
O táxi é isento de IPVA há décadas. O motorista de aplicativo faz o mesmo transporte, sustenta a mesma família e paga o imposto integral. E quem passa anos sem multa grave paga igual a quem coleciona infração.
Alíquota reduzida para quem comprova que o veículo é ferramenta de trabalho, com teto de valor e um veículo por titular, para alcançar o carro de trabalho e não o de luxo. E desconto que cresce a cada ano sem multa grave nem acidente, apurado no sistema que o Detran já tem. Rondônia e Mato Grosso já fazem parte disso.
Brasília está no cinturão solar, com irradiação média acima de 5,5 kWh por metro quadrado ao dia. Mesmo assim o DF não usa o IPTU, que é imposto dele, para estimular quem gera a própria energia.
IPTU Verde com desconto progressivo para o imóvel que gera a própria energia, maior para quem instala mais cedo. Consignação em folha para o servidor público distrital investir, e prioridade para o comércio de bairro, onde a conta de luz decide se o negócio fecha ou continua.
Aqui o DF já saiu na frente, e prometer o que já existe seria o erro mais fácil de desmontar. O centro de IA do governo existe e a capacitação do servidor já foi lançada. A falha é outra: cinco mil licenças de curso para quase três milhões de habitantes, tudo vivendo de convênio, e nada disso chega a quem está na portaria, na limpeza e na manutenção.
Virar lei distrital o que hoje é convênio, para a política não evaporar na troca de governo. Trilha de entrada para o trabalhador de serviços, com carga horária compatível com quem faz turno. E vaga reservada nas regiões administrativas com menos oferta de curso técnico, com aula presencial na própria RA.
O DF não tem falta de vaga, tem descompasso. O próprio governo reconhece que são cerca de 700 vagas criadas por dia, mas as Agências do Trabalhador fecharam pouco mais de 1,3 mil contratações em quatro meses. Cerca de dez por dia. E há 19 mil pessoas que já pararam de procurar.
A grade do curso passa a ser definida pela vaga que está aberta e não foi preenchida, revisada em ciclo curto. Compromisso de contratação firmado com a empresa antes de a turma abrir, para o curso terminar em emprego e não em certificado. Busca ativa de quem desistiu, indo à região administrativa em vez de esperar. E publicar quantas pessoas cada curso empregou, não quantas matriculou.
Abrir e tocar um negócio no DF trava em alvará, licença e vistoria. A demora recai sobre quem segue pagando aluguel, energia e folha enquanto espera a assinatura de alguém. Falta prazo com consequência, porque sem ela prazo vira recomendação.
Aprovação por decurso de prazo: vencido o prazo sem o órgão se manifestar, a licença sai sozinha, e quem assina o projeto responde por ela. Rito simplificado para atividade de baixo risco, concentrando a análise onde o risco existe, e fila transparente para o empreendedor saber em que etapa está.
Nos serviços e no facilities, quem passa dos 50 é o primeiro a sair e o último a voltar. A experiência vira desvantagem na hora da recolocação, e o DF não tem política desenhada para esse trabalhador. Ele cai no programa genérico, feito para outra pessoa.
Programa distrital para requalificar e recolocar o profissional acima dos 50 anos desses setores, com trilha de transição para supervisão, controle, operação técnica e treinamento. São as funções em que duas décadas de ofício contam como ativo, e não como passivo.
Em linguagem técnicaBoa parte destes eixos nasceu no desenho para a Câmara dos Deputados e foram reescritas para o instrumento certo quando o rumo mudou para a Câmara Legislativa. Quase tudo o que elas tratam, imposto, incentivo, contrato e qualificação, é decidido aqui dentro do Distrito Federal. Fontes de cada dado e o texto completo de cada eixo estão no programa de propostas.
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